A História da Mariana
Num instante, tudo mudou.
A Mariana tem 21 anos e é estudante de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde se preparava para ser neuro-oncologista. Durante uma aula, sofreu uma crise convulsiva aguda e foi transferida de urgência para o Serviço de Neurocirurgia do Hospital de São João.
A ressonância magnética urgente revelou uma lesão de 4,2 cm no lobo frontal direito com captação em anel e edema perilesional. A biópsia estereotáctica e a análise molecular confirmaram: Glioblastoma Multiforme, IDH-wildtype, Grau 4 da OMS, com promotor MGMT não metilado (6,8%).
“Queria ser médica para ajudar as pessoas. Agora aprendo o que significa ser doente — e como é insuportável saber que existe um tratamento que pode salvar-te, mas não conseguires aceder a ele. Cada donativo vosso não é simplesmente dinheiro — é tempo de vida. Se conseguir, prometo dedicar a minha vida à neuro-oncologia, para que mais ninguém passe pelo que estou a passar.”
A equipa de neurocirurgia do Hospital de São João conseguiu a resseção máxima segura no dia 15 de novembro de 2025, seguida do protocolo Stupp no IPO do Porto: radioterapia concomitante em 30 sessões com temozolomida diária. Como o promotor MGMT não está metilado, a temozolomida de manutenção oferece uma sobrevivência mediana de apenas 12 a 15 meses. A família procurou então centros europeus especializados em vacinas autólogas de células dendríticas.